A educação está quebrando paradigmas. De fato a hierarquização educacional está sendo substituída por uma comunicação circular. A figura do mestre que sabe tudo e que é incontestável está perdendo espaço para um gerenciador do conhecimento. Principalmente, no ensino superior, uma vez que os alunos estão em grande maioria ativamente no mercado de trabalho. Podendo, portanto, contribuir com sua experiência e enriquecer ainda mais a aula.
O silêncio exagerado de alunos passivos que ouvem informações lançadas pelo mestre já não é mais o exemplo de uma boa turma. Os alunos têm que participar ativamente do processo de aprendizado, questionando e trazendo sua vivência.
O docente, então, tem que saber estimular esta participação e sua criatividade. Desenvolver, portanto, o raciocínio, o real entendimento.
Sempre é tempo de aprender algo, tanto como docente como quanto discente. Até por que o processo de aprendizado atual não divide mais cada "função". Seremos eternos aprendizes e eternos ignorantes. E essa é a real magia do conhecimento. Visto que jamais saberemos tudo, ainda mais com a velocidade que as informações estão dispostas e acessíveis.
Lembro que quando comecei a ministrar aula, tinha receio em não saber algo que me fosse questionado. E, por sorte, o dia que isto aconteceu, já estava mais madura para ser humilde e dizer que iria pesquisar sobre o assunto. Esta é a questão: a sede pelo conhecimento.
Dia a dia aprenderemos mais e mais. Nenhuma turma será igual a outra, cada momento será único. E a internet existe não para ser a vilã, mas para servir de material de pesquisa. Não se pode ter medo da evolução. Não se pode culpar a tecnologia pela "burrocracia". A problemática está em não introduzir a cultura cibernética na vida acadêmica para os dois personagens principais do processo educacional: professor e aluno.
Assim, os paradigmas existem para serem quebrados e adaptados ao público-alvo (o aluno). O importante é perceber que o conhecimento está sendo processado e colocado em prática. O aluno tem que sentir que está evoluindo, que vale a pena. É realmente realizar a malaguetta educacional, uma apimentada na arte de gerenciar conhecimento. E estar sempre disposto a ser aprendiz e a aceitar que se é ignorante.
EXEMPLO PESSOAL
Hoje, por exemplo, estou cursando a Pós-graduação da Anhanguera de Gestão e Metodologias em EAD e estou aprendendo muito. É fascinante a interação entre blogs de diversas regiões do país e conhecer personalidades do assunto. Cada dia aprendo algo novo e percebo como sempre existem assuntos que não domino. Como tudo muda em grande velocidade. Portanto, você jamais vai saber tudo, a informação caminha em passos acelerados demais para possibilitar isso. A sabedoria, então, está em ter sede pelo conhecimento e não se frustrar por não saber todas as informações. É importante haver um equilíbrio.
A internet e os canais de comunicação social possibilitam uma interação realmente surpreendente e enriquecedora. Apenas um click e você pode conversar com pessoas distantes fisicamente e com um grau de conhecimento muito maiores em determinado assunto. Aliás, fiquei encantada com a gentileza e agilidade de resposta do professor João Mattar ao lhe enviar um e-mail. Uma personalidade no assunto EAD que mostra interesse em responder uma pessoa que nem conhece. Este é um exemplo ótimo dos benefícios que a tecnologia traz no campo educacional. Você consegue encurtar caminhos e aprender de forma mais ágil. Enfim, a informação circula e gera aprendizado mais completo.
Realmente, está sendo um grande desafio estudar a distância, visto que apesar de ser uma pessoa que adora a comunicação, a tecnologia e curiosidade latente, estou aprendendo a pesquisar ainda mais e a ter mais disciplina de estudo. Geralmente, lia mais sobre marketing que é minha área de docência, mas agora busco adaptar técnicas educacionais disponibilizadas nos blogs de educação tanto presencial quanto a distância. Principalmente, por que aprendi a ser docente na prática, mas já utilizava a criatividade nas aulas devido a minha formação. Considero fascinante os novos rumos que a educação está trilhando.
Você percebe com a criação e a interatividade dos blogs como aprende de forma mais ágil e como conhece mais tanto os colegas de aula quanto pessoas que dificilmente conheceria. Na prática, estou percebendo que o preconceito que tive em relação a EAD era realmente falta de conhecimento no assunto, pois você acaba tendo uma relação bem mais próxima com os colegas, já que as pessoas acabam se expondo bem mais e participando mais ativamente do processo educacional. Considero que isto ocorra por que o aluno escolhe o horário para realizar as atividades e interagir, assim, acredito que se sinta mais a vontade para se comunicar. Talvez pela "proteção" que a máquina (computador) propicia. Creio, inclusive, que você conheça melhor os colegas, pois não vai ser uma impressão superficial, mas do que ele realmente pensa.
Destaco que na interação com os blogs, uma vez que interagi com os que tratam sobre o assunto, portanto, a favor desta modalidade, as pessoas complementam as ideias e não as contestam. Acabam tratando sobre particularidades de suas realidades e referendando uns aos outros. Entretanto, isto é muito positivo, porque você percebe como o assunto é bem visto em muitos locais do país e confirma que a modalidade é atual e forte e que vai evoluir ainda mais. Ainda, pode comprovar como a EAD é fundamental para o crescimento de um país tão extenso e marcado por diferenças culturais. Você pode levar educação para tribos e aldeias, além de oferecer inclusão no mercado de trabalhos aos menos favorecidos. Entretanto, o processo ainda tem muito para avançar, pois não é só a aquisição de tecnologia, mas a culturização tecnológica de educadores e educandos que deve ser realizada.
Destaco que na interação com os blogs, uma vez que interagi com os que tratam sobre o assunto, portanto, a favor desta modalidade, as pessoas complementam as ideias e não as contestam. Acabam tratando sobre particularidades de suas realidades e referendando uns aos outros. Entretanto, isto é muito positivo, porque você percebe como o assunto é bem visto em muitos locais do país e confirma que a modalidade é atual e forte e que vai evoluir ainda mais. Ainda, pode comprovar como a EAD é fundamental para o crescimento de um país tão extenso e marcado por diferenças culturais. Você pode levar educação para tribos e aldeias, além de oferecer inclusão no mercado de trabalhos aos menos favorecidos. Entretanto, o processo ainda tem muito para avançar, pois não é só a aquisição de tecnologia, mas a culturização tecnológica de educadores e educandos que deve ser realizada.
A EAD, portanto, é uma forma mais democrática de aprendizado, você pode reunir PHDs e grandes personalidades e realizar uma interdisciplinaridade mais econômica. Além de oportunizar atualização constante a todas as profissões e classes sociais. Facilitar, de fato, o acesso ao que existe de mais atual com um custo x benefício bem mais vantajoso.
Inclusive, estou bem mais esperançosa para cursar mestrado. Fui e sempre serei uma pessoa com sede de conhecimento, mas que não possui disponibilidade orçamentária de mais de R$ 1.000,00 mensais para investir em um curso. E, infelizmente, não posso apenas estudar. Ser mestre é mais que um título, é uma vocação que deveria ser mais acessível. As universidades brasileiras deveriam, então, oferecer mestrados a distância para enriquecer ainda mais o seu corpo docente. Temos que parar de incentivar a docência apenas teórica das universidades e apoiar um ensino voltado ao mercado de trabalho.
Visto que a educação a distância para o perfil de aluno de mestrado é perfeito, já que, na maioria das vezes, são pessoas mais maduras e que já têm uma bagagem educacional. São, então, mais autodidatas. Enfim, as pessoas são curiosas por natureza, mas não podem deixar de trabalhar e nem de viver para investir todo o seu tempo em estudo. Há que haver o equilíbrio do ensino com a vivência de mercado para realmente construirmos profissionais futuros competentes. Uma vez que, não é dificultando o acesso ao estudo que se qualifica o ensino, mas propiciando educação de qualidade e de real exigência.
Visto que a educação a distância para o perfil de aluno de mestrado é perfeito, já que, na maioria das vezes, são pessoas mais maduras e que já têm uma bagagem educacional. São, então, mais autodidatas. Enfim, as pessoas são curiosas por natureza, mas não podem deixar de trabalhar e nem de viver para investir todo o seu tempo em estudo. Há que haver o equilíbrio do ensino com a vivência de mercado para realmente construirmos profissionais futuros competentes. Uma vez que, não é dificultando o acesso ao estudo que se qualifica o ensino, mas propiciando educação de qualidade e de real exigência.
Desde 2004, busco alternativas para conseguir trabalhar e fazer um mestrado, ainda acredito que chegarei a ser pós-doutora. A questão é que as instituições de ensino superior exigem que você tenha um título de mestre, mas não lhe oferecem facilidade financeira e nem de tempo para cursar. Visto que o aluno de mestrado tem que comparecer nas aulas de manhã, de tarde e vespertino. Então, você tem que optar por trabalhar ou estudar e ainda se conseguir fazer um mestrado fora do país no formato sanduíche, mesmo em instituições de peso, corre o risco de não ser validado no Brasil.
Esta pós-graduação, portanto, está auxiliando na minha evolução como profissional e me ensinando a educar de maneira mais inovadora e interativa. Aquisição de conhecimento sempre ocasiona crescimento e isso é fundamental para qualquer profissão. O diferencial na Era do Conhecimento é justamente sede pelo saber e não ter simplesmente a informação. Visto que o google indica o caminho, mas ele não sabe compreender e utilizar os dados apresentados de forma estratégica.

Boa noite Prof, Noelia.
ResponderExcluirCompartilho do mesmo raciocínio que o seu em relação a mestrado. Sou professor e profissional de Tecnologia da Informação, área na qual as mudanças são instantâneas e é necessário conciliar trabalho e estudos. Entretanto, sempre que busco um mestrado, me deparo com as seguintes situações: Se tem bolsa de estudos, o orientador exige dedicação integral, aluno especial, de forma alguma. Se busco por uma instituição privada o custo é exorbitante. Vejo no Stricto sensu da UAB uma salvação para nós educadores brasileiros. Boa sorte para nós, gostei de conhecer seu blog. Segui o link do blog de educação à distância. Fique a vontade para conhecer o meu, é recente, mas pretendo atualizar constantemente.
Abs.
Prof. Lorival